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Uma Peça | Um Museu

Biombo Namban

O biombo namban do Museu do Oriente enquadra-se nos primeiros exemplares realizados ainda nas décadas de 80 e 90 do século XVI por elementos da escola de pintura japonesa Kano.

Biombo namban
Biombo de seis folhas
Japão, período Edo (1615-1868)
Madeira (armação), papel, pigmentos e folha de ouro
176 ×381 cm
© Hugo Maertens/BNP Paribas
Museu do Oriente/FO/0633

Representa-se a nau do trato e a sua tripulação. As mercadorias transportadas e desembarcadas pelos batéis na praia incluíam sedas, brocados, peças de mobiliário de diversa proveniência, objetos lacados, cavalos da Arábia e outros animais oriundos de todos os cantos do mundo.

O cortejo, alvo do olhar atento dos habitantes locais, era composto pelo capitão-mor, fidalgos, mercadores, religiosos, escravos e intérpretes. Os acessórios incluíam lenços, rosários, apitos, e, talvez o mais espantoso de todos, os óculos, nunca antes vistos no Japão. Os escravos, maioritariamente de origem africana, surgem com roupas fabricadas em tecidos de algodão lisos ou com estampado geométrico, e escoltam os seus amos transportando mercadoria ou carregando os enormes pára-sóis.

Omnipresentes são os padres da Companhia de Jesus, com os seus longos hábitos negros e rodeados pelos autóctones, dirigindo-se ao encontro dos seus compatriotas europeus.

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